• O fim de Harry Potter e o começo do reconhecimento eterno



    A história de J.K. Rowling será imortalizada a partir dessa semana.


    As despedidas já começaram. Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint emocionaram os fãs nas premieres de Londres e Nova York no último encontro do trio mais famoso da nova geração. A franquia bilionária que saiu das mãos de J.K. Rowling termina essa semana, mas dá início à sua eternidade. Não falo isso por ser fã da história de Harry e seus amigos, mas por ter certeza de que os livros e os filmes do bruxo entraram para a história cultural do mundo.

    Quando aponto isso, não falo apenas de cultura pop e tudo que ela tem agregado nos últimos anos aos jovens (também produtos de qualidade inferior e outros bem ruins), mas de cultura como termo geral mesmo. Harry Potter virou não somente ultrapassou a denominação de “modinha” como se tornou uma febre incontrolável que ganhou o respeito tanto do público considerado “comum” quanto de críticos especializados (de cinema ou literatura). Até mesmo quem nunca viu um filme sequer (acho difícil!) sabe reconhecer o movimento cultural que Harry Potter gerou nos últimos dez anos no cinema.

    Isso vem desde o lançamento dos livros. Os fãs do mundo inteiro aguardavam ansiosos as obras de Rowling, antecipando suas compras e superlotando as lojas para garantir o seu exemplar. Tinha gente que nem conseguia esperar o livro em português e lia em inglês pela internet ou até mesmo comprava a edição estrangeira. Os leitores devoravam as páginas em poucos dias. Era preciso saber qual rumo aquela intrigante história entre o bem e o mal estava tomando.

    Em paralelo, a saga que chegava aos cinemas todos os anos criava o mesmo frisson. Cosplays se montavam para se sentir parte de Hogwarts e alimentar aquele desejo bruxo que a saga deixa dentro de cada um. Os olhares de fora o consideravam loucos ou bobos por se exibirem tanto. Nao são. Fãs se uniam nas sessões de pré estreia e se sentiam em casa por estar ao lado de amigos. Era um encontro agendado com bastante antecedência. Era a certeza de um dia somente para os pottermaníacos celebrarem mais um filme nas telonas.

    Esses rituais de espera e de fanatismo acabarão. Não teremos mais filmes (por enquanto) e seremos eternamente órfãos de Hogwarts. Por mais alguns anos continuaremos implorando a Rowling uma nova obra sobre qualquer coisa para nos levar de volta a um mundo mágico incomparável, que nem mesmo outros grandes escritores conseguiram reproduzir (perdoem-me C.S Lewis e J.R.R Tolkien, e aqui não incluo Stephenie Meyer). Muitos de nós crescemos ao lado de Harry e é por isso que ele nos é tão familiar e querido. Não podemos aceitar que a história termine no fim do sétimo livro. Queremos mais. Temos vontade de ir além, ou de voltar ao passado.

    O mais importante tanto dos livros quanto dos filmes é que eles continuarão nas nossas prateleiras e, sempre que sentirmos saudades, é só ir lá e pegá-los de volta. Vamos guardar todo esse material como tesouros, para que no futuro nossos filhos e netos possam apreciar uma obra completa e irretocável. E vamos contar histórias de como foi delicioso participar desse momento criado por Rowling. Foi delicioso! Só temos a agradecer por todos esses anos, pelos personagens incríveis e por um universo paralelo em que todos sempre quiseram viver.









    Artigo por Diego Benevides do Cinema com Rapadura.



Sobre nós
© 2006 - 2014. Toca da Coruja .Net

  • ● Regras da Toca
  • ● Manual do Fórum
  • ● Parcerias
  • acompanhe-nos