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Ver Versão Completa : Terras de Outono - Capitulo IV



Day mah
08-09-2011, 11:09
Capitulo IV


A fada voava veloz pelas clareiras e planícies das terras do norte. Estava irritada. Odiava sempre ser a escolhida para tarefas tão insignificantes como aquela em que a haviam colocado. Correção: naquela em que sua amada mãe a havia metido.
O que teria acontecido com aquele humano que ela havia visto aquela manhã?
Provavelmente a “boa” Alirian teria sido condescente com ele. Estava ficando entediada de tudo o que estava ocorrendo durante aqueles dias. Havia algo de diferente no ar com que sua mãe estava lidando e delegando tarefas as fadas. A rainha Fawn parecia estar, para surpresa dela: aflita com algo. Não havia conseguido identificar com o que, mas deveria ser realmente sério.
Sempre havia conhecido o lado terno, calmo e paciente de alguém que tratava a todos os outros integrantes do refugio das fadas como se fossem seus próprios filhos. Fawn não demonstrava o que sentia, raramente era nitido um vislumbre de qualquer coisa que não fossem sua enorme brandura e paciência, além das sábias palavras em qualquer situação.
Ela e a mãe as vezes eram dois opostos. Nésire decidiu naquele instante, que já que se frustrara naquele visita aos Larzes, iria procurar o viajante e se divertir um pouco as custas dele. Eram divertidas as outras criaturas, ela diz se lembrando a quanto tempo já não aparecia um humano pelos bosques.
Ela desce novamente à antiga clareira em que o encontrara naquela manhã. O sol não demora a se por no horizonte, apesar do tempo estar nublado, uma pequena flor, desponta em meio aos arbustos, é a flor de Hésias, que marca o horário em dias que o sol ou a noite reinam por mais de dias. Ela está começando a se abrir.
Isso daria a ela coisa de uma hora, antes de ter de retornar a sua casa. Para as devidas explicações da missão.
“Você tem apenas até o pôr do sol…”
Como o fada metido havia lhe dito na vila dos Larzes. Ariel as vezes sabia ser insuportável. Era uma companhia extrovertida, principalmente em uma boa discussão, mas a “doce” Alirian sempre se intrometia no meio. Incrivel como a fada das boas ações sempre conseguia estragar tudo, parecia a irmã mais velha defendendo o coitadinho do irmãozinho indefeso.
Coitada dela se achava que ele era tão inocente assim.
Ariel havia se livrado da conversa do Larze muito habilmente, o maluco andava a mecher com o tempo. O pequeno anãozinho narigudo havia lhe dito que ela podia voltar com as boas intenções da rainha das fadas. Eles não interferiam em nada e também não faziam alianças com ninguém.
Era um jovenzinho Larze quem havia criado aquela confusão. Estava “aprendendo” a controlar o tempo. Não que ela ou Ariel houvessem acreditado naquelas palavras.
Como que Ariel havia dito?
“Espero que vocês saibam ver as coisas que teem feito…”
O baixinho ficara irado. As orelhas tão vermelhas que poderiam ser confundidas com carne crua, tinha que admitir que Ariel era um verdadeiro mestre nos seus joguinhos…
Nésire para a sua busca e analisa os movimentos a sua volta. A menos que se engane, há alguém se aproximando. Ela fareja o ar, o odor não lembra o humano. É algum ser mágico. Ela se lança até uma grande árvore que esta florescendo, um mesclado de vermelho e amarelo, e observa um homem aparecer por entre as árvores, a uns 10 metros dali.
- Nésire! – Ele sauda a distância dela.
É o ermitão. Um larze. As orelhas achatadas e diminutas, a pele tão pálida quanto a seiva de amiane, e o característico sinal dos elementos tatuado na face, um pequeno desenho entre os olhos. Mas diferentemente dos larzes, ele é bonito. Alto, forte, com os cabelos da cor do por do sol, e os olhos amendoados em conjunto com o sorriso galante. Ela sabia perfeitamente porque, ele vivia isolado.
- Kiriel! – Ela pronuncia suavemente, o blindando com um sorriso.
- Como vai a mais bela fada do refúgio das fadas? – ele diz com delicadeza, parecendo medir o tom das palavras.
- Entediada… - Nésire diz sincera. Mentir pra Kiriel é inutil. Aquele Larze tem o dom de manipular os sentidos das pessoas, de perceber alterações no seu espirito. Aprendera a um tempo atrás que era perda de tempo jogar com ele.
- Quereis que te ajude a se distrair? – kiriel diz com um sorriso divertido nos lábios, provocando a fada. Ele sabe que apesar das brincadeiras teria que ir com calma com ela.
- Oh! – ela diz sorrindo. Kiriel era ótima companhia a qualquer momento, mas não gostava de jogar com ele, ele não lhe inspirava confiança e apostaria que havia se apaixonado por ela. – Terei que recusar sua cativante companhia Kiriel. A rainha me espera para agora a pouco. Mas conte-me, o que andas a fazer em nosso bosque? – ela diz curiosa.
Kiriel jamais entrava se podia evitar nos bosques do Norte. Era gelado para ele. Mas lá estava ele, de sobretudo, enfrentando uma possivel morte.
- Queria lhe ver – ele diz em um tom que Nésire assume como sincero – Faz tempos que tu não aparece pelas terras do leste, e nem do sul. – ele diz a ultima parte com um brilho nos olhos. – senti saudades.
- Minha mãe tem me deixado ocupada – ela conta. – mas nós nos encontramos por ai Kiriel… - Nésire diz se levantando e deixando com um sorriso o ermitão parado naquela parte do bosque.
Kiriel observa ainda o mesmo galho em que Nésire estivera repousada a alguns instantes.
- Em breve minha fada. – ele diz acariciando cada letra da frase – Muito em breve…
Suavemente ele se volta a sair daquele local. O frio começava a incomodar o seu corpo.

Sirius
12-09-2011, 19:01
Eu comecei a ler o V mas senti que tinha algo faltando...era o IV...rsrs
Eu nao tinha visto que voce postou o IV